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Eliminar desperdícios para ter preços competitivos

Atualizado: 7 de Mai de 2019


A fábrica deve auxiliar os desafios comerciais eliminando os desperdícios das operações


"Fatores competitivos diferentes implicam em objetivos de desempenho diferentes”. Essa frase, escrita ainda em 1993 por Nigel Slack, se faz sempre atual na realidade de uma organização.


O conjunto de aspectos valorizados pelos consumidores são os chamados fatores competitivos e, para atender o que estes consumidores enxergam como valor a operação, as empresas têm de se superar nos chamados objetivos de desempenho. Essas organizações, por possuírem produtos e clientes diferentes, possuem binômios de fatores e objetivos também diferentes.


Um dos elementos mais básicos para a decisão na compra de um produto é o preço. É essencial que o produto possua um preço competitivo. Este é dos fatores mais competitivos no mercado, por isso, a operação precisa de um objetivo de desempenho que responda a esta necessidade, o custo.


E o que a fábrica deve fazer para reduzir os custos de forma que o produto chegue ao cliente com um preço mais competitivo? A resposta é simples: eliminar os desperdícios. Este deve ser o objetivo da fábrica, pois desta forma a redução de custos se tornará uma consequência.


O estoque é um dos desperdícios mais visíveis no chão de fábrica, sendo responsável por uma enorme fatia nos custos administrativos e/ou financeiros da empresa pois se torna um capital investido, um valor financeiro adiantado ao recebimento, que precisa ser remunerado no preço final do produto.


Dimensiona-lo da maneira correta e aplicar na fábrica conceitos como Fluxo Contínuo e Setup Rápido, reduz a quantidade necessária de cada item no inventário, e logo, reduzem também o impacto financeiro destes.


Os desperdícios de movimentação, transporte e espera impactam diretamente na produtividade fabril. Os gastos com mão de obra são responsáveis por uma grande parcela nos Custos dos Produtos Vendidos (CPV). Essa parcela varia de empresa para empresa, sendo, por exemplo, menos expressiva em uma indústria química e mais expressiva em uma confecção.


A implementação do conceito de Fluxo Contínuo traz melhorias ergonômicas para os postos de trabalho e balanceia das atividades de cada operador, fazendo a produtividade aumentar substancialmente. Produzindo mais com um menor investimento com mão de obra, leva a uma redução do CPV.


Também é importante lembrar dos Custos da Não Qualidade, gerados pelo desperdício de defeitos. Por não conseguir produzir com qualidade as empresas refugam material, acabam tendo que contratar pessoas para re-trabalhar peças e inspecionar produtos. Essa atividade eleva diretamente os custos de mão de obra, matéria prima, e gastos gerais de fabricação (GGF). Além de aumentar os custos comerciais com as devoluções de clientes.


Assim se torna essencial a aplicação de conceitos, como Auto Qualidade e Jidoka, para aumentar a qualidade nos processos, aonde o defeito é gerado, e assim também reduzir o custo final do produto.

Em nossos próximos artigos, conversaremos um pouco mais sobre como utilizar os conceitos acima para obter os resultados de redução de custo e assim conseguir um preço mais competitivo.


POR RUBENS A. BONOMINI JR

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